Pequena luz que ilumina o caminho. Ando devagar, me olho. Faço piadas. Minha cabeça em conflito, sério ou comediante? Minha cabeça chega à uma conclusão.
Parece que envelheci antes do tempo. Ou não. Existem controvérsias nessa história. Posso ser um crianção para a minha idade, ou posso ser um velho querendo ser uma criança.
No fim das contas, somos todos eternas crianças. Eternos brincalhões. Eternos Adultos. Eternos paradoxos.
Corra mais... Envelheça rápido demais... você só tende a se ferrar nessa história. Depois fica choramingando: “como queria poder voltar a ser criança!”. Tudo bem, eu sinto saudades das boas épocas de minha infância. Mas não quero voltar à minha infância.
Quero continuar crescendo, envelhecendo, tendo consciência de que não sou suficiente maduro para querer ser mais velho ou mais maduro do que realmente sou.
Sou apenas eu. Um Jovem-velho guerreiro, que mantêm a sua criança interna bem viva. Justamente para eu não esquecer de quem eu sou... Sugiro que você faça o mesmo. Deixo minhas palavras neste depoimento curto e grosso, deixo minha dica: não queira amadurecer antes da época. Você pode ficar maduro demais e apodrecer... Eu sei como é isso. Já apodreci uma vez. mas como toda árvore, a gente tem uma chance de renascer de novo... Mas acredite, é um processo meio doloroso esse tal de renascer. Nascer uma vez já ta de bom tamanho. Não cometam o erro que fiz.
sábado, 19 de maio de 2007
sexta-feira, 18 de maio de 2007
A Estátua na estrada
Andando pelo caminho encontrei uma pequena estátua de ouro. Minha curiosidade ganhou forças e fiquei ali parado apreciando a estátua.
A estátua era do tamanho de três mãos de criança, O brilho era impecável. Mas eram os olhos da estátua que chamavam a atenção. São poucas estátuas que tem olhos tão vivos e tão belos. Fiquei hipnotizado por aqueles olhos.
De repente tive uma estranha impressão. A estátua tinha piscado para mim. Você deve estar achando que sou louco. Eu também achei. Para ter certeza de que tinha sido apenas impressão, me aproximei novamente. Ela piscou de novo.
Não estava louco. Pisquei de volta, de forma bem tímida, e ela começou a rir. Perguntou para onde eu estava indo, explicou que tinha sido abandonada, e perguntou se não havia como eu dar-lhe uma carona. Claro que poderia dar carona a uma estátua que fala! Carreguei Pequena Estátua Dourada na mão mesmo, e fomos conversando sobre muitas coisas durante o caminho.
Você deve estar se perguntando por que uma estátua de ouro estava falando? Simples. Ela não era apenas uma estátua. Já foi uma moça. Porém, quando uma pessoa cai em um mar-de-rosas, ela vira uma estátua. Não evolui. Não cresce. E esta moça foi acidentalmente jogada em um mar-de-rosas.
Anos se passaram, e alguém tirou ela de lá. Pensou: “Que estátua bonita!” e colocou ela dentro do bolso.
Mas essa pessoa abandonou a estátua e a deixou ali na estrada. Na verdade, foi exatamente em uma bifurcação onde um caminho seguia para o futuro e o outro para o passado. Ele queria seguir pela segunda estrada, e, às vezes, é necessários que abandonemos algumas coisas valiosas para que possamos seguir algumas estradas em nossas vidas. Esse foi o caso. Ele deixou Pequena estátua Dourada para trás.
O que ele sentiu ao fazer isso? Não sei. Não quero saber. É o tipo de pergunta sem resposta que só leva à loucura. Pequena Estátua Dourada ficou muito triste quando foi abandonada ali na estrada. Como pôde confiar assim em alguém? Não sei. Não quero saber. Outra pergunta sem resposta que só causa dor. Não adianta ficar matutando sobre isso.
Mas, apesar da tristeza, ela logo esqueceu. Já estava melhorando sozinha, e além disso, apareceu um viajante na estrada. Retornamos ao início dessa crônica. Ela me viu andando pela estrada e pediu carona. Como eu estava indo na mesma direção, dei carona à estátua que queria seguir pela estrada que segue para o futuro.
Sei perfeitamente o que é cair no mar-de-rosas. Entendi perfeitamente a situação dela. Contei parte da minha história. Ela contou parte da história dela. Depois de uma longa conversa, aprendi que se a vida fosse um eterno mar-de-rosas, seríamos para sempre uma pequena estátua sem saber o que é certo e o que é errado.
Quando Pequena Estátua Dourada compreendeu essa frase minha a maldição se quebrou e ela voltou a ser moça de verdade. Isso ocorreu quando já estávamos próximos do local que ela queria ficar. Me abraçou, me agradeceu por tudo, e seguimos nossos caminhos, avistando os mesmo horizontes, mas em estradas diferentes.
Seguindo pela estrada do meu futuro, pensei: “mesmo não sendo mais uma estátua, ela continua sendo feita de ouro”. E com o coração leve, segui meu caminho esperando que nossas estradas se cruzassem novamente...
A estátua era do tamanho de três mãos de criança, O brilho era impecável. Mas eram os olhos da estátua que chamavam a atenção. São poucas estátuas que tem olhos tão vivos e tão belos. Fiquei hipnotizado por aqueles olhos.
De repente tive uma estranha impressão. A estátua tinha piscado para mim. Você deve estar achando que sou louco. Eu também achei. Para ter certeza de que tinha sido apenas impressão, me aproximei novamente. Ela piscou de novo.
Não estava louco. Pisquei de volta, de forma bem tímida, e ela começou a rir. Perguntou para onde eu estava indo, explicou que tinha sido abandonada, e perguntou se não havia como eu dar-lhe uma carona. Claro que poderia dar carona a uma estátua que fala! Carreguei Pequena Estátua Dourada na mão mesmo, e fomos conversando sobre muitas coisas durante o caminho.
Você deve estar se perguntando por que uma estátua de ouro estava falando? Simples. Ela não era apenas uma estátua. Já foi uma moça. Porém, quando uma pessoa cai em um mar-de-rosas, ela vira uma estátua. Não evolui. Não cresce. E esta moça foi acidentalmente jogada em um mar-de-rosas.
Anos se passaram, e alguém tirou ela de lá. Pensou: “Que estátua bonita!” e colocou ela dentro do bolso.
Mas essa pessoa abandonou a estátua e a deixou ali na estrada. Na verdade, foi exatamente em uma bifurcação onde um caminho seguia para o futuro e o outro para o passado. Ele queria seguir pela segunda estrada, e, às vezes, é necessários que abandonemos algumas coisas valiosas para que possamos seguir algumas estradas em nossas vidas. Esse foi o caso. Ele deixou Pequena estátua Dourada para trás.
O que ele sentiu ao fazer isso? Não sei. Não quero saber. É o tipo de pergunta sem resposta que só leva à loucura. Pequena Estátua Dourada ficou muito triste quando foi abandonada ali na estrada. Como pôde confiar assim em alguém? Não sei. Não quero saber. Outra pergunta sem resposta que só causa dor. Não adianta ficar matutando sobre isso.
Mas, apesar da tristeza, ela logo esqueceu. Já estava melhorando sozinha, e além disso, apareceu um viajante na estrada. Retornamos ao início dessa crônica. Ela me viu andando pela estrada e pediu carona. Como eu estava indo na mesma direção, dei carona à estátua que queria seguir pela estrada que segue para o futuro.
Sei perfeitamente o que é cair no mar-de-rosas. Entendi perfeitamente a situação dela. Contei parte da minha história. Ela contou parte da história dela. Depois de uma longa conversa, aprendi que se a vida fosse um eterno mar-de-rosas, seríamos para sempre uma pequena estátua sem saber o que é certo e o que é errado.
Quando Pequena Estátua Dourada compreendeu essa frase minha a maldição se quebrou e ela voltou a ser moça de verdade. Isso ocorreu quando já estávamos próximos do local que ela queria ficar. Me abraçou, me agradeceu por tudo, e seguimos nossos caminhos, avistando os mesmo horizontes, mas em estradas diferentes.
Seguindo pela estrada do meu futuro, pensei: “mesmo não sendo mais uma estátua, ela continua sendo feita de ouro”. E com o coração leve, segui meu caminho esperando que nossas estradas se cruzassem novamente...
sexta-feira, 4 de maio de 2007
O Circo dos Céus
Quase um mês sem escrever. A tensão está toda acumulada. Meus dedos sambam pelo teclado. Minha cabeça parece ter milhões de idéias. Meu coração só tem um sentimento: Oba!
Escrever pode se tornar um vício dependendo da forma que você o enxerga. De uns tempos para cá, eu acreditei que a escrita servia para descarregar as emoções. Mas isso pode ser muito ruim. Tenho certeza de que você pensou: “o quê?” ou então... “não concordo”... ou então... “...!” ou então... “concordo”. Para os que concordaram, ótimo. Para os que não concordaram, recomendo que continuem lendo.
Descarregar emoções ruins pode até ser uma boa idéia. Mas o grande problema é quando você descarrega, mesmo que sem querer, as emoções boas. Isso sim gera um vazio muito grande dentro do escritor. Acabam-se as conversas, acabam-se as novidades, acabam-se os sonhos. Tudo vira uma eterna escuridão onde o papel é a única coisa visível na sua frente.
Por exemplo, você conhece uma cidade muito bonita. Se encanta com essa cidade e dá a sorte de morar nessa cidade. No início é tudo muito bom, muito belo. O problema é quando você se fecha em um pequeno mundo, as belezas dessa cidade passam a ficar ofuscadas. Entenderam tudinho?
Não? É difícil explicar mesmo, pois quando eu digo que arte é uma espécie de entorpecente que pode causar dependencia, muitos me criticam. Mas, vou tentar dar um toque menos agressivo à escrita. Não é meu objetivo cuspir palavras. Não é dizer palavras sem cor. Meu objetivo aqui é simplesmente me divertir.
Isso mesmo. Não a escrita, mas a arte em geral deveria ser encarada como uma grande brincadeira. Uma diversão. Eu estava em paz antes de descobrir as maravilhas dessa brincadeira. Mas é quase um caminho sem volta. Depois que você experimenta, não há volta. Com isso em mente, podemos ir em uma pequena viagem, até a cidade onde circo dos céus está pasando, aproveitem que é o último dia que ele estará na Terra!
O Circo dos Céus é o sonho de todos que produzem arte. São deuses, seres mágicos, sacis, fadas, mulas-sem-cabeça, curupiras, elfos, centauros, dragões chineses, dragões ingleses, os feitos de Alexandre, a conquista das Américas, a resistência dos americanos contra as colonizações européias, entre outras histórias fantásticas que permeiam todo nosso imaginário.
Mas o mais impressionante desse circo é que as palavras são vivas. Quer dizer, são sempre vivas, mas é nesse circo é que tomamos consciência concreta da vida dessas criaturinhas mágicas.
Elas se divertem com a nossa ignorância. Às vezes se irritam quando não sabemos usa-las da maneira adequada. Mas o mais legal é que, mesmo sozinho, uma pessoa não se sente solitária quando se encontra no meio de palavras. Isso é um perigo.
Por isso é que não podemos nos ater apenas às coisas fantásticas do mundo da arte. Pois o maior problema desse circo, é que ele não tem palhaços, nem trapezistas, nem malabaristas. Não é um circo de verdade. É uma tenda feita pelos deuses que ganhou o nome de circo.
Quando se escreve demais, você acaba dando muito valor à sua escrita, acaba se machucando quando não escreve. Acaba descarregando tudo de bom, e ficando com coisas ruins dentro de você. Mas você pode retrucar: “mas você pode descarregar apenas as coisas ruins”. Boa resposta, mas eu tenho uma contra-argumentação: “não é do meu estilo querer ser um Fernando Pessoa”. Não sei porque, mas alguns que se dizem intelectuais não aceitam felicidade em seu meio. Portanto, não quero ser intelectual. Obrigado pelo convite.
Fiquei quase um mês sem escrever. Vocês não sabem o quanto isso fez bem. Velhas amizades pareceram ganhar mais vida. A forte Chuva lá fora que o diga. A Rosa, mesmo longe, não se distanciou. O Lobo torna-se mais amigo ainda. E agora temos outros personagens nas histórias futuras, que é a Pequena e o Bando de Tatus Loucos, e principalmente a Cantora Desafinada.
O trabalho não estressa mais, as amizades tornam-se mais firmes, golpes no coração perdoados, músicas cantadas, a escrita voltou a ser diversão. E acreditem, eu estou delirando de rir só de imaginar o que deve estar passando na cabeça de vocês enquanto lêem isso aqui.
É quase o que o mestre Ian diria, só que, mudando algumas palavras, fica: “e o escritor em sua mesa, olha para os rostos sorridentes... e olha os olhares e observa os espaços vazios em meio aos amigos”.
Coração explode de alegria, fogos de artifícios explodem em meu quarto, a cabeça se esvazia de todos os problemas. Não descarreguei nada. Apenas me diverti muito hoje escrevendo isso para vocês. O quebra-cabeças está aí! Boa diversão para vocês também!
A não! Mais uma coisa! Vocês conseguem ver o Circo dos Céus indo para outra clínica de desintoxicação artística?
Escrever pode se tornar um vício dependendo da forma que você o enxerga. De uns tempos para cá, eu acreditei que a escrita servia para descarregar as emoções. Mas isso pode ser muito ruim. Tenho certeza de que você pensou: “o quê?” ou então... “não concordo”... ou então... “...!” ou então... “concordo”. Para os que concordaram, ótimo. Para os que não concordaram, recomendo que continuem lendo.
Descarregar emoções ruins pode até ser uma boa idéia. Mas o grande problema é quando você descarrega, mesmo que sem querer, as emoções boas. Isso sim gera um vazio muito grande dentro do escritor. Acabam-se as conversas, acabam-se as novidades, acabam-se os sonhos. Tudo vira uma eterna escuridão onde o papel é a única coisa visível na sua frente.
Por exemplo, você conhece uma cidade muito bonita. Se encanta com essa cidade e dá a sorte de morar nessa cidade. No início é tudo muito bom, muito belo. O problema é quando você se fecha em um pequeno mundo, as belezas dessa cidade passam a ficar ofuscadas. Entenderam tudinho?
Não? É difícil explicar mesmo, pois quando eu digo que arte é uma espécie de entorpecente que pode causar dependencia, muitos me criticam. Mas, vou tentar dar um toque menos agressivo à escrita. Não é meu objetivo cuspir palavras. Não é dizer palavras sem cor. Meu objetivo aqui é simplesmente me divertir.
Isso mesmo. Não a escrita, mas a arte em geral deveria ser encarada como uma grande brincadeira. Uma diversão. Eu estava em paz antes de descobrir as maravilhas dessa brincadeira. Mas é quase um caminho sem volta. Depois que você experimenta, não há volta. Com isso em mente, podemos ir em uma pequena viagem, até a cidade onde circo dos céus está pasando, aproveitem que é o último dia que ele estará na Terra!
O Circo dos Céus é o sonho de todos que produzem arte. São deuses, seres mágicos, sacis, fadas, mulas-sem-cabeça, curupiras, elfos, centauros, dragões chineses, dragões ingleses, os feitos de Alexandre, a conquista das Américas, a resistência dos americanos contra as colonizações européias, entre outras histórias fantásticas que permeiam todo nosso imaginário.
Mas o mais impressionante desse circo é que as palavras são vivas. Quer dizer, são sempre vivas, mas é nesse circo é que tomamos consciência concreta da vida dessas criaturinhas mágicas.
Elas se divertem com a nossa ignorância. Às vezes se irritam quando não sabemos usa-las da maneira adequada. Mas o mais legal é que, mesmo sozinho, uma pessoa não se sente solitária quando se encontra no meio de palavras. Isso é um perigo.
Por isso é que não podemos nos ater apenas às coisas fantásticas do mundo da arte. Pois o maior problema desse circo, é que ele não tem palhaços, nem trapezistas, nem malabaristas. Não é um circo de verdade. É uma tenda feita pelos deuses que ganhou o nome de circo.
Quando se escreve demais, você acaba dando muito valor à sua escrita, acaba se machucando quando não escreve. Acaba descarregando tudo de bom, e ficando com coisas ruins dentro de você. Mas você pode retrucar: “mas você pode descarregar apenas as coisas ruins”. Boa resposta, mas eu tenho uma contra-argumentação: “não é do meu estilo querer ser um Fernando Pessoa”. Não sei porque, mas alguns que se dizem intelectuais não aceitam felicidade em seu meio. Portanto, não quero ser intelectual. Obrigado pelo convite.
Fiquei quase um mês sem escrever. Vocês não sabem o quanto isso fez bem. Velhas amizades pareceram ganhar mais vida. A forte Chuva lá fora que o diga. A Rosa, mesmo longe, não se distanciou. O Lobo torna-se mais amigo ainda. E agora temos outros personagens nas histórias futuras, que é a Pequena e o Bando de Tatus Loucos, e principalmente a Cantora Desafinada.
O trabalho não estressa mais, as amizades tornam-se mais firmes, golpes no coração perdoados, músicas cantadas, a escrita voltou a ser diversão. E acreditem, eu estou delirando de rir só de imaginar o que deve estar passando na cabeça de vocês enquanto lêem isso aqui.
É quase o que o mestre Ian diria, só que, mudando algumas palavras, fica: “e o escritor em sua mesa, olha para os rostos sorridentes... e olha os olhares e observa os espaços vazios em meio aos amigos”.
Coração explode de alegria, fogos de artifícios explodem em meu quarto, a cabeça se esvazia de todos os problemas. Não descarreguei nada. Apenas me diverti muito hoje escrevendo isso para vocês. O quebra-cabeças está aí! Boa diversão para vocês também!
A não! Mais uma coisa! Vocês conseguem ver o Circo dos Céus indo para outra clínica de desintoxicação artística?
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