Quase um mês sem escrever. A tensão está toda acumulada. Meus dedos sambam pelo teclado. Minha cabeça parece ter milhões de idéias. Meu coração só tem um sentimento: Oba!
Escrever pode se tornar um vício dependendo da forma que você o enxerga. De uns tempos para cá, eu acreditei que a escrita servia para descarregar as emoções. Mas isso pode ser muito ruim. Tenho certeza de que você pensou: “o quê?” ou então... “não concordo”... ou então... “...!” ou então... “concordo”. Para os que concordaram, ótimo. Para os que não concordaram, recomendo que continuem lendo.
Descarregar emoções ruins pode até ser uma boa idéia. Mas o grande problema é quando você descarrega, mesmo que sem querer, as emoções boas. Isso sim gera um vazio muito grande dentro do escritor. Acabam-se as conversas, acabam-se as novidades, acabam-se os sonhos. Tudo vira uma eterna escuridão onde o papel é a única coisa visível na sua frente.
Por exemplo, você conhece uma cidade muito bonita. Se encanta com essa cidade e dá a sorte de morar nessa cidade. No início é tudo muito bom, muito belo. O problema é quando você se fecha em um pequeno mundo, as belezas dessa cidade passam a ficar ofuscadas. Entenderam tudinho?
Não? É difícil explicar mesmo, pois quando eu digo que arte é uma espécie de entorpecente que pode causar dependencia, muitos me criticam. Mas, vou tentar dar um toque menos agressivo à escrita. Não é meu objetivo cuspir palavras. Não é dizer palavras sem cor. Meu objetivo aqui é simplesmente me divertir.
Isso mesmo. Não a escrita, mas a arte em geral deveria ser encarada como uma grande brincadeira. Uma diversão. Eu estava em paz antes de descobrir as maravilhas dessa brincadeira. Mas é quase um caminho sem volta. Depois que você experimenta, não há volta. Com isso em mente, podemos ir em uma pequena viagem, até a cidade onde circo dos céus está pasando, aproveitem que é o último dia que ele estará na Terra!
O Circo dos Céus é o sonho de todos que produzem arte. São deuses, seres mágicos, sacis, fadas, mulas-sem-cabeça, curupiras, elfos, centauros, dragões chineses, dragões ingleses, os feitos de Alexandre, a conquista das Américas, a resistência dos americanos contra as colonizações européias, entre outras histórias fantásticas que permeiam todo nosso imaginário.
Mas o mais impressionante desse circo é que as palavras são vivas. Quer dizer, são sempre vivas, mas é nesse circo é que tomamos consciência concreta da vida dessas criaturinhas mágicas.
Elas se divertem com a nossa ignorância. Às vezes se irritam quando não sabemos usa-las da maneira adequada. Mas o mais legal é que, mesmo sozinho, uma pessoa não se sente solitária quando se encontra no meio de palavras. Isso é um perigo.
Por isso é que não podemos nos ater apenas às coisas fantásticas do mundo da arte. Pois o maior problema desse circo, é que ele não tem palhaços, nem trapezistas, nem malabaristas. Não é um circo de verdade. É uma tenda feita pelos deuses que ganhou o nome de circo.
Quando se escreve demais, você acaba dando muito valor à sua escrita, acaba se machucando quando não escreve. Acaba descarregando tudo de bom, e ficando com coisas ruins dentro de você. Mas você pode retrucar: “mas você pode descarregar apenas as coisas ruins”. Boa resposta, mas eu tenho uma contra-argumentação: “não é do meu estilo querer ser um Fernando Pessoa”. Não sei porque, mas alguns que se dizem intelectuais não aceitam felicidade em seu meio. Portanto, não quero ser intelectual. Obrigado pelo convite.
Fiquei quase um mês sem escrever. Vocês não sabem o quanto isso fez bem. Velhas amizades pareceram ganhar mais vida. A forte Chuva lá fora que o diga. A Rosa, mesmo longe, não se distanciou. O Lobo torna-se mais amigo ainda. E agora temos outros personagens nas histórias futuras, que é a Pequena e o Bando de Tatus Loucos, e principalmente a Cantora Desafinada.
O trabalho não estressa mais, as amizades tornam-se mais firmes, golpes no coração perdoados, músicas cantadas, a escrita voltou a ser diversão. E acreditem, eu estou delirando de rir só de imaginar o que deve estar passando na cabeça de vocês enquanto lêem isso aqui.
É quase o que o mestre Ian diria, só que, mudando algumas palavras, fica: “e o escritor em sua mesa, olha para os rostos sorridentes... e olha os olhares e observa os espaços vazios em meio aos amigos”.
Coração explode de alegria, fogos de artifícios explodem em meu quarto, a cabeça se esvazia de todos os problemas. Não descarreguei nada. Apenas me diverti muito hoje escrevendo isso para vocês. O quebra-cabeças está aí! Boa diversão para vocês também!
A não! Mais uma coisa! Vocês conseguem ver o Circo dos Céus indo para outra clínica de desintoxicação artística?
Escrever pode se tornar um vício dependendo da forma que você o enxerga. De uns tempos para cá, eu acreditei que a escrita servia para descarregar as emoções. Mas isso pode ser muito ruim. Tenho certeza de que você pensou: “o quê?” ou então... “não concordo”... ou então... “...!” ou então... “concordo”. Para os que concordaram, ótimo. Para os que não concordaram, recomendo que continuem lendo.
Descarregar emoções ruins pode até ser uma boa idéia. Mas o grande problema é quando você descarrega, mesmo que sem querer, as emoções boas. Isso sim gera um vazio muito grande dentro do escritor. Acabam-se as conversas, acabam-se as novidades, acabam-se os sonhos. Tudo vira uma eterna escuridão onde o papel é a única coisa visível na sua frente.
Por exemplo, você conhece uma cidade muito bonita. Se encanta com essa cidade e dá a sorte de morar nessa cidade. No início é tudo muito bom, muito belo. O problema é quando você se fecha em um pequeno mundo, as belezas dessa cidade passam a ficar ofuscadas. Entenderam tudinho?
Não? É difícil explicar mesmo, pois quando eu digo que arte é uma espécie de entorpecente que pode causar dependencia, muitos me criticam. Mas, vou tentar dar um toque menos agressivo à escrita. Não é meu objetivo cuspir palavras. Não é dizer palavras sem cor. Meu objetivo aqui é simplesmente me divertir.
Isso mesmo. Não a escrita, mas a arte em geral deveria ser encarada como uma grande brincadeira. Uma diversão. Eu estava em paz antes de descobrir as maravilhas dessa brincadeira. Mas é quase um caminho sem volta. Depois que você experimenta, não há volta. Com isso em mente, podemos ir em uma pequena viagem, até a cidade onde circo dos céus está pasando, aproveitem que é o último dia que ele estará na Terra!
O Circo dos Céus é o sonho de todos que produzem arte. São deuses, seres mágicos, sacis, fadas, mulas-sem-cabeça, curupiras, elfos, centauros, dragões chineses, dragões ingleses, os feitos de Alexandre, a conquista das Américas, a resistência dos americanos contra as colonizações européias, entre outras histórias fantásticas que permeiam todo nosso imaginário.
Mas o mais impressionante desse circo é que as palavras são vivas. Quer dizer, são sempre vivas, mas é nesse circo é que tomamos consciência concreta da vida dessas criaturinhas mágicas.
Elas se divertem com a nossa ignorância. Às vezes se irritam quando não sabemos usa-las da maneira adequada. Mas o mais legal é que, mesmo sozinho, uma pessoa não se sente solitária quando se encontra no meio de palavras. Isso é um perigo.
Por isso é que não podemos nos ater apenas às coisas fantásticas do mundo da arte. Pois o maior problema desse circo, é que ele não tem palhaços, nem trapezistas, nem malabaristas. Não é um circo de verdade. É uma tenda feita pelos deuses que ganhou o nome de circo.
Quando se escreve demais, você acaba dando muito valor à sua escrita, acaba se machucando quando não escreve. Acaba descarregando tudo de bom, e ficando com coisas ruins dentro de você. Mas você pode retrucar: “mas você pode descarregar apenas as coisas ruins”. Boa resposta, mas eu tenho uma contra-argumentação: “não é do meu estilo querer ser um Fernando Pessoa”. Não sei porque, mas alguns que se dizem intelectuais não aceitam felicidade em seu meio. Portanto, não quero ser intelectual. Obrigado pelo convite.
Fiquei quase um mês sem escrever. Vocês não sabem o quanto isso fez bem. Velhas amizades pareceram ganhar mais vida. A forte Chuva lá fora que o diga. A Rosa, mesmo longe, não se distanciou. O Lobo torna-se mais amigo ainda. E agora temos outros personagens nas histórias futuras, que é a Pequena e o Bando de Tatus Loucos, e principalmente a Cantora Desafinada.
O trabalho não estressa mais, as amizades tornam-se mais firmes, golpes no coração perdoados, músicas cantadas, a escrita voltou a ser diversão. E acreditem, eu estou delirando de rir só de imaginar o que deve estar passando na cabeça de vocês enquanto lêem isso aqui.
É quase o que o mestre Ian diria, só que, mudando algumas palavras, fica: “e o escritor em sua mesa, olha para os rostos sorridentes... e olha os olhares e observa os espaços vazios em meio aos amigos”.
Coração explode de alegria, fogos de artifícios explodem em meu quarto, a cabeça se esvazia de todos os problemas. Não descarreguei nada. Apenas me diverti muito hoje escrevendo isso para vocês. O quebra-cabeças está aí! Boa diversão para vocês também!
A não! Mais uma coisa! Vocês conseguem ver o Circo dos Céus indo para outra clínica de desintoxicação artística?
Um comentário:
Eeee thiago, que maravilha hein!
:D
Escrever deve ser uma distração, não um martírio! E você conseguiu passar pelos caminhos obrigatórios rumo ao refinamento da letra!
yo yo
an an
hum hum
welcome to the candy shop wooooa haohaohaohaoaa :*
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