E num acorde silencioso, minha mente começa a rodopiar em música. Aquele acorde, onde vozes mudas cantam o começo de um mundo novo, o mundo de sonhos guiados pelas asas da noite, para além da borda do mundo, próximo às estrelas, onde posso me sentar na Lua.
Na lua o acorde silencioso entoa um timbre diferente, melancólico e ao mesmo tempo alegre. É como se o violão estivesse em sintonia com a grande flauta, me levando para o pequeno vale da lua onde as crianças sonhadoras podem brincar juntas.
Ao chegar perto, percebo que essas crianças formam o coral das vozes mudas que cantam um mundo novo. Um mundo de sonhos, onde não existe a impossibilidade de voar por cima da borda do mundo, e depois voltar e cair no fundo do mar e conhecer um mundo novo e surpreendente lá nas profundezas.
Esse novo mundo também possui seu próprio acorde silencioso com o coral das vozes silenciosas, e, como todos sabem, o fundo do mar também navega nas asas da noite, pois lá é tudo escuro.
Mais uma vez o acorde bate, e em uma viagem rápida até a borda do mundo, à lua, e depois para o fundo do mar, retorno à esta cadeira, desperto triste por ter descido das asas da noite e ter perdido a oportunidade de escutar aquela música melancólica, alegre, com o acorde silencioso e o coral de vozes mudas, chamada silêncio.
terça-feira, 3 de abril de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
é um bêbado mesmo!
desde quando existe isso? ouvir silêncio?
eu hein...
Postar um comentário